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Variedades Quarta-feira, 06 de Setembro de 2023, 07:25 - A | A

Quarta-feira, 06 de Setembro de 2023, 07h:25 - A | A

FESTIVAL DE CINEMA

História da comunidade Chumbo, de Poconé, com tema trabalho escravo, é contada na telona

Longa metragem mato-grossense está entre os seis selecionado para a mostra competitiva do CINEPE

Da Redação

Começou nesta segunda-feira (04) a 27ª edição do CINEPE - Festival do Audiovisual, um dos maiores e mais famosos da região. O evento acontece no cinema do Teatro do Parque. Em 2023, Mato Grosso terá um longa-metragem, do produtor e diretor Severino Neto na 27ª edição do CINEPE - Festival do Audiovisual, realizado em Recife (PE).

“A nossa expectativa é grande. De 752 filmes, foram selecionados seis. O Chumbo é um deles. O tema que é a mão de obra análoga ao trabalho escravo também é importantíssimo. É polêmico, necessário e urgente. Estamos falando de uma comunidade Quilombola que foi escravizada por quase 20 anos. Para mim é um orgulho representar Mato Grosso neste festival”, destaca o roteirista e diretor Severino Neto.

Em 2023, o festival teve aumento no número de filmes inscritos. Cerca de 20 a mais que no ano passado. “É um festival super importante e muito concorrido. Estar entre os seis longas-metragens selecionados, de um universo de mais de 750 filmes é muito importante não só para mim, como para Mato Grosso, para o Centro-Oeste”.

O longa do diretor, mato-grossense, Severino Neto, de Mato Grosso conta a história da comunidade Quilombola do Chumbo, localizada no município de Poconé, a cerca de 120 quilômetros da capital Cuiabá (MT). Mais que contar uma história sobre a mão de obra anaáloga à escravidão, o filme também traz à tona assuntos como preconceito racial, ausência de oportunidades de trabalho e exploração sexual infantojuvenil.

O antagonismo também é uma vertente forte deste longa. A narrativa é construída em cima de depoimentos de moradores da comunidade quilombola do Chumbo que foram usados como mão de obra por uma usina de álcool, que mantinha métodos considerados análogos a` escravidão. Os depoimentos são recheados de muita emoção, descreve mágoas e dores físicas e emocionais. Por outro lado, se percebe um lamento pelo fechamento da usina.

Narrado pela perspectiva de mulheres, o longa de Severino Neto mostra que elas foram condenadas a trabalhos "forçados" e a viver o restante de suas vidas com problemas de saúde. Hoje, sem essa usina, a comunidade luta para sair da zona de vulnerabilidade. Chumbo é um retrato do Brasil, que levanta questões profundas sobre essa realidade e como a ausência de oportunidades em um país tão desigual, pode tornar dúbia a perspectiva do trabalho escravo.

SEVERINO NETO – roteirista, diretor, produtor e responsável pela montagem do longa metragem “Chumbo”. Ele também é roteirista de quatro curtas-metragens que percorreram mais de 90 festivais e ganharam dezenas de prêmios. Seus roteiros de longas-metragens foram selecionados pelo Ibermedia – Madrid (ES), Guiões – Lisboa (PT) / Bolivia Lab - Cochabamba, BO. No Brasil: Icumam Lab, MT Lab, Sesc Novas Histórias, vencedor do Labex Kinoforum com o roteiro de curta-metragem “Mata Grande” e, com seu primeiro roteiro de piloto de série de ficção “Peleja”, venceu o festival Lince de Roteiros.

Em 2019, finalizou seu primeiro longa-metragem de ficção "A Batalha de Shangri-Lá", lançado nos cinemas em 2022 e disponível em plataformas de VOD. Ganhou o edital Ancine/FSA com seu segundo roteiro de longa de ficção "Memória de Elefante", em pós-produção. Seu longa-metragem de documentário "Sísmico", pode ser visto na Amazon Prime Vídeo do Brasil e acaba de finalizar seu novo longa de documentário “Chumbo”.

* Com assessoria

 

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