Um ano após o começo das obras que tinham previsão de conclusão em 3 meses, a situação do trecho do "Portão do Inferno" da rodovia MT-251 ainda tem um futuro incerto. As atividades foram interrompidas há dois meses, quando sondagens mostraram que a geologia do local não suportaria as alterações em andamento e que consumiram quase R$ 10 milhões.
Agora, as obras seguem paralisadas e sem previsão de retomada. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) trabalha no projeto da construção de um túnel no local, mas não foram informadas perspectivas de continuidade para a resolução dos problemas de desmoronamento. O Ministério Público Federal MPF) acompanha os trabalhos.
Ao fim de junho deste ano, o governador Mauro Mendes (União) anunciou que a continuação da obra de retaludamento era inviável e as obras foram suspensas. O anúncio foi realizado após, com o início das escavações, os trabalhadores encontrarem um tipo de solo que o projeto inicial não havia previsto.
A história do retaludamento vem desde março de 2024, quando a ordem de serviço foi assinada pelo governador. Na época, ainda eram necessárias autorizações ambientais para o início e realização das obras, que estão dentro do espaço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
As obras começaram, oficialmente, em 28 de agosto de 2024, com a expectativa de custo de R$ 29.582.403,57. A previsão era de que a conclusão ocorresse em 120 dias, ou seja, 3 meses, cronograma não cumprido. Com 10 meses de trabalho, foram encontradas falhas não previstas no projeto e anunciada a inviabilidade de continuação da obra, após quase R$ 10 milhões gastos.
De acordo com Mendes, um novo mapeamento do terreno foi realizado encontrado um tipo de solo não previsto nos estudos considerados pelo Governo. Um relatório realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) encomendado pela prefeitura de Chapada dos Guimarães, entretanto, havia previsto a situação e afirmava que o retaludamento poderia, além deste, apresentar outros problemas de construção, bem como apontava a impossibilidade de conclusão no tempo previsto.
“Quando a empresa chegou no local e começou a limpar, percebeu dificuldades. Solicitamos então novas sondagens, feitas do topo do morro. Foi uma mobilização gigante. Colocamos vários guindastes para levar a máquina até o topo. E foi aí que veio a surpresa do tipo de solo encontrado”, afirmou Mendes na época.
A próxima alternativa apresentada foi a construção de um túnel, entretanto, em julho ela foi tida como incerta pelo secretário de Infraestrutura do Estado, Marcelo de Oliveira. Esse custará mais do que a obra de retaludamento e irá requerer um tipo de mão de obra especializada diferente.
Caiubi Khun, doutor em geociências e um dos participantes do relatório que previu os problemas do retadulamento defende que, mesmo que o túnel seja uma opção possível, ela ainda não é a melhor para o local, considerando os resultados do relatório produzido pela equipe da UFMT. Ele explica que a construção de uma ponte seria mais efetiva.
“A melhor alternativa corresponde ao viaduto para o Portão do Inferno, em virtude das dificuldades técnicas e do impacto na paisagem relacionadas as alternativas de túnel e corte no morro”, afirma trecho do relatório.
Até o momento, as obras seguem paradas. No início do mês, o Ministério Público Federal (MPF) passou a acompanhar como as iniciativas acerca do local estão sendo realizadas por parte da (Sinfra-MT). O acompanhamento conta com o monitoramento Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração da do Parque.
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Luciano 29/08/2025
10 milhões para não fazer absolutamente NADA DE ÚTIL. ou me Provem ao contrário o que foi feito Ali, ???? Muita gente sabendo mais que outros e pouca produtividade. enquanto isso o comercio local sofrendo com aumento nos preços pois caminhão mudando de rota fica mais caro o frete e consequentemente a diferença vai para os Produtos comercializado. é como diz o velho DITADO. o Pedreiro sem estudo consegue fazer uma casa sozinho sem ajuda do engenheiro, mas um engenheiro com estudo não consegue fazer uma casa sozinho sem ajuda do Pedreiro.....
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