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Variedades Quinta-feira, 21 de Setembro de 2023, 07:31 - A | A

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EXPOSIÇÃO

Indígenas de MT têm peças de algodão colorido expostas em evento de moda em Londres

Produção conta histórias por trás de materiais que fazem parte da biodiversidade e da cultura regional do país e celebra a ancestralidade

g1-MT

A exposição “Brasil cria moda para o amanhã", expôs, nesta semana, peças de algodão orgânico colorido por mulheres indígenas da etnia Bakairi, na Embaixada do Brasil, em Londres. O evento fez parte da programação do London Fashion Week, que acontece nos meses de fevereiro e setembro.

Sergiane Taiuke Xerente e a filha Mikaela Kawyru, são moradoras de Paranatinga, a 411 km de Cuiabá, e criaram a produção denominada de “Ancestral Future”, que conta histórias por trás de materiais que fazem parte da biodiversidade e da cultura regional do país e celebram a ancestralidade "para reimaginar maneiras de tecer o futuro". 

Para Sergiane, a seleção das peças para a exposição foi uma suspresa. "O trabalho do algodão, toda mulher Bakairi aprende desde criança. Fiquei impressionada, nem estou acreditando que meu trabalho foi exposto na Inglaterra e estou feliz que o trabalho foi feito por mim e por minha filha", disse.

Empaer

algodao

“Ancestral Future” contou histórias por trás de materiais que fazem parte da biodiversidade e da cultura regional do país

O técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), José Carlos Pinheiro da Silva, explicou que várias organizações expuseram artesanatos representando um bioma. Mato Grosso representou o bioma Cerrado, com algodão orgânico colorido.

"Cada bioma foi selecionado para um tipo de artesanato e nós entramos com o algodão colorido, com as redes, tapetes e outros produtos que os Bakairi confeccionam", explicou.

Sergiane Xerente

rede

Produção feita por Sergiane com uso de algodão

O trabalho envolvendo os indígenas é desenvolvido desde novembro de 2021 pela Empaer por meio do projeto A’uwe Uptabi (Aldeia Sustentável), que tem o objetivo tornar aldeias do território indígena autossuficientes na produção de alimentos e reduzir o impacto no desmatamento se tornando ambientalmente sustentáveis.

Etnia Bakairi

De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), a Terra Indígena Bakairi, em quase toda sua totalidade, localiza-se no município de Paranatinga, à margem direita do Rio Paranatinga ou Teles Pires, afluente do Tapajós. Uma parte dela situa-se no município de Planalto da Serra, a 254 km de Cuiabá, à margem esquerda do rio. Na vizinhança, encontram-se o morro do Urubu, do Daniel e parte da Serra Azul.

Os Bakairi se autodenominam Kurâ, que quer dizer gente, ser humano. Eles se consideram os verdadeiros Kurâ, a humanidade por excelência, devendo os demais ser especificados. Kurâ expressa, no sentido restrito, "nós , os Bakairi", "o que é nosso". O termo Bakairi é para eles de origem desconhecida e encontra-se registrado nas crônicas da história regional desde o século XVIII.

Os centros urbanos que mais influências exercem na vida dos Bakairi são Nobres, Paranatinga e Cuiabá, a capital do estado.

Desde a década de 60, missionários do Summer Institute of Linguistics (S.I.L.) traduzem textos bíblicos para a língua Bakairi. Cartilhas para alfabetização na língua materna foram por eles elaboradas. Esses trabalhos tendem a uniformizar as diferenças internas, que estão por merecer um cuidadoso estudo.

 

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