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Política Sexta-feira, 05 de Maio de 2023, 10:15 - A | A

Sexta-feira, 05 de Maio de 2023, 10h:15 - A | A

TRANSPORTES

Ferrovia que escoará a produção de grãos reduzirá custo logístico

A previsão de investimentos é de R$ 2,73 bilhões, e geração de 4,6 mil postos de trabalho na obra e em serviços relacionados a ela

RODRIGO MELONI

As obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que vai ligar o Araguaia e o Norte de Mato Grosso a Miritituba (PA), serão lançadas em breve. A afirmação foi feita pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, durante evento realizado em Brasília onde foi assinada a concessão da BR-163. Essencial para o escoamento da produção de grãos de Goiás e Mato Grosso, a Fico tem um novo trecho de 80 quilômetros liberados para a execução de obras após o Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., finalizar a desapropriação de 50 quilômetros de terras entre as cidades goianas de Crixás e Santa Terezinha de Goiás.

A partir da finalização do processo de desapropriação, a Vale, responsável por executar a obra, terá cinco anos para finalizar o empreendimento.

Esse primeiro trecho já foi aterrado, e quase 8 mil toneladas de trilhos já foram adquiridas para a obra. A previsão de investimentos é de R$ 2,73 bilhões, e geração de 4,6 mil postos de trabalho na obra e em serviços relacionados a ela, como em comércios para fornecimento de alimentação a operários, pousadas, etc.

O escoamento da produção de grãos pela via ferroviária vai diminuir os custos dos transportes, aumentando a capacidade de negociação no mercado internacional, e de redução do preço dos produtos para o consumidor final. A Fico terá 1.641 quilômetros de extensão, divididos em três trechos: Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), com 383 km; Água Boa a Lucas do Rio Verde (MT), com 505 km e Lucas do Rio Verde (MT) a Vilhena (RO), com 646 km.

Quando estiver em atividade, a estrada de ferro vai conectar o Vale do Araguaia e as Ferrovias Norte-Sul e Integração Oeste Leste (Fiol), transportando as safras regionais para os portos de Santos (SP), Itaqui (MA) e Ilhéus (BA).

 

"A evolução do modal ferroviário irá modernizar a logística, aumentar a competitividade e a sustentabilidade socioambiental, além de dar mais segurança às rodovias; a ordem é retomar os investimentos com uma ampla agenda, investimentos feitos pelos governos Estadual e Federal e pela iniciativa privada”, concluiu Renan.

Agro
A nova ferrovia será importante para o agronegócio do Centro-Oeste, que praticamente não conta com modal ferroviário na logística de escoamento da produção. Em Mara Rosa (GO), a Fico se conectará à Ferrovia Norte-Sul, considerada a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional, e que ligará o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, numa extensão de mais de 4,5 mil km.

Competitividade

Projetada para suportar grandes volumes de carga, a Fico tem papel fundamental no desenvolvimento do Centro-Oeste. “A ferrovia vai aumentar a competitividade da safra produzida naquela região por conta da conexão com a Ferrovia Norte-Sul, possibilitando o escoamento da produção até os portos de diversas regiões do país. A expansão da malha ferroviária é importante para reequilibrar a matriz de transporte e reduzir o custo logístico, o que torna o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional”, afirmou o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Ferrovia estadual

O Governo de Mato Grosso e a empresa Rumo Logística já deram início às obras da 1ª Ferrovia Estadual do Brasil, em Rondonópolis. Serão construídos 730 quilômetros de trilhos, em dois ramais, um ligando Rondonópolis até Cuiabá e outro ligando Rondonópolis até Lucas do Rio Verde.

Está previsto um investimento de R$ 11,2 bilhões na ferrovia, recursos totalmente privados, com a geração de 235 mil empregos diretos e indiretos, impactando 27 municípios na margem do traçado previsto.

A construção da Ferrovia só foi possível pela inovação na legislação, que teve a atuação do Governo do Estado e Assembleia Legislativa, com a aprovação de uma Lei Estadual.

 

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