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Geral Sexta-feira, 18 de Agosto de 2023, 11:35 - A | A

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SAÚDE

Institutos preveem semana de calorão e baixa umidade no país; médicos chamam atenção para riscos à saúde

Maior preocupação é com os casos de alergia respiratória, como bronquite e asma, que crescem exponencialmente nesta época do ano

Da Redação

Ao menos 12 estados do Brasil devem registrar, ao longo da próxima semana, calor intenso e umidade relativa do ar bem abaixo do que é considerado ideal para a saúde humana. Projeções dos institutos de meteorologia apontam que os índices devem ficar abaixo de 30% em cidades das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. 

Em Rondonópolis (MT), por exemplo, dados do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) indicam que as temperaturas podem chegar aos 40ºC entre terça-feira (22) a quarta-feira (23), e a umidade do ar cai para 13% - o que demanda atenção redobrada em relação às doenças respiratórias, sobretudo.

"A baixa umidade atua como fator irritativo das nossas mucosas, contribuindo para o desenvolvimento de quadros de rinite, sinusite, bronquite, asma e laringite", explica a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista em alergias respiratórias.

Nesse contexto, o frio, a poluição e alguns hábitos equivocados são fatores que nos tornam ainda mais vulneráveis. "A falta de hidratação, o uso de indiscriminado de descongestionantes nasais, o tabagismo e até mesmo a prática de exercícios físicos, dependendo do horário e local, são aspectos agravantes e que jamais podem ser ignorados", alerta a especialista.

Dessa forma, a adoção de uma rotina mais criteriosa é a melhor forma de evitar tais desconfortos. A começar pela ingestão regular de água, que seria a dica mais elementar em termos de prevenção a todas essas doenças.

"O ideal é beber, em média, oito copos de água ao longo do dia, principalmente nos intervalos de exercícios físicos ou quando se faz o uso da voz com muita intensidade, como é o caso de professores, radialistas e outros profissionais que dependem da comunicação oral”, enfatiza Dra. Cristiane.

Evitar hábitos que potencializem a irritação das vias aéreas é primordial, ou seja, fumar e fazer atividades físicas entre 10h e 16h (quando a umidade é menor) e uso contínuo de descongestionante nasal. "Tudo isso contribui para um ressecamento ainda maior das nossas vias aéreas, além de potencializar eventuais problemas cardíacos. Portanto, devemos evitar sempre", observa a médica. 

Isso também vale, segundo ela, para ambientes com ar-condicionado. Isso porque, o ressecamento das mucosas aumenta o risco de infecções das vias aéreas. 

Mesmo dentro de casa, a especialista explica que esses meses de tempo seco requerem cuidados extras. "Nessa época do ano, é muito importante manter a casa ventilada e livre de poeira, por conta dos ácaros, principalmente. Deixar as janelas abertas sempre que possível e reforçar a limpeza de objetos como tapetes, cortinas e bichos de pelúcia é também essencial.” 

Outra dica é usar toalhas molhadas ou vaporizadores, principalmente nos dormitórios, para manter a umidade adequada.

Abaixo segue o resumo das dicas:

- Tome bastante água para manter as mucosas das vias aéreas hidratadas. O ideal é beber oito copos ao longo do dia (1,6 litro);

- Evite os descongestionantes nasais, sobretudo sem indicação médica. Eles ressecam as mucosas nasais e potencializam irritações;

- Evite fumar, pois a fumaça do cigarro provoca reações alérgicas, além de irritação das mucosas;

- Escolha horários de temperatura mais amena (início da manhã ou final de tarde) para realizar suas atividades físicas;

- Mantenha a casa sempre arejada e tenha atenção redobrada com a limpeza de itens que possam acumular poeira, por conta dos ácaros;

- Permanência prolongada em ambientes com ar-condicionado deve ser evitada, já que o ressecamento das mucosas aumenta o risco de infecções das vias aéreas;

- Para elevar o nível de umidade dentro de casa, use toalhas molhadas ou vaporizadores, principalmente nos dormitórios.

* Com informações Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

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