Nos últimos anos, a tilápia vem reforçando o seu protagonismo no Brasil e agora, além de ser o principal peixe produzido no País, também vem ganhando cada vez mais espaço e importância no mercado internacional.
Em 2022, a espécie se beneficiou de situações adversas na China e outros competidores e multiplicou volume embarcado, chegando a níveis inéditos na série histórica. "O Brasil soube aproveitar as oportunidades, principalmente da segunda metade de 2021 até a primeira metade de 2022, que foi um boom", ressalta Genézio Clemente Júnior, gerente comercial de mercado da Copacol.
Ele destaca que o ano fechou com recorde de volume de exportação de tilápias com preço médio que permitiu boas margens às indústrias. Além disso, o frete da China aos EUA subiu de US$ 5.000 para US$ 25.000, tornando o Brasil mais competitivo.
Mas neste começo de ano a situação está mais desafiadora.“Iniciamos 2023 com preços baixos, que não estão viabilizando a exportação. Será um ano de trabalhar custo e ver se o mercado reage para podermos participar dele”, diz.
E entre as estimativas do especialista para este ano está a produção nacional que, conforme ele, não deve crescer. “O que deve permitir uma melhor precificação no mercado interno. Com isso, não deve haver muito excedente para exportação”, finaliza Clemente Júnior.
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