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AUDIÊNCIA PÚBLICA

Sinfra adia solução para problemas no Portão do Inferno e promotor cobra fim das interdições

O geólogo, Caiubi Kuhn, que é Chapadense, afirmou que até o momento não viu nenhuma apresentação técnica que justifique a medida extremamente drástica

KATIANA PEREIRA
Da Redação

A Audiência Pública realizada na noite de quinta-feira (7) para debater a problemática envolvendo o trânsito de veículos na região do Portão do Inferno, na MT-251, a Estrada de Chapada, e as obras de contenção de deslizamento de blocos, durou cinco horas, mas não apresentou nenhuma solução definitiva para o problema. 

A audiência foi realizada na Câmara Municipal e contou com grande participação popular. O Alô Chapada acompanhou toda a audiência, em que a população cobrou a abertura do trânsito no local, no entanto, nenhuma resolução foi tomada e a decisão do que deve ser feito, só deve acontecer nas próximas semanas.

“A apresentação da solução técnica está prevista para ocorrer entre terça e quarta-feira, juntamente com o Governo do Estado e os secretários. Não é fácil e nem confortável essa situação. Temos que dar as respostas que as pessoas não querem ouvir. A preocupação principal é evitar a interrupção total do trânsito na MT-251, e há limitações devido ao ambiente em que estamos trabalhando. Mesmo assim, é importante destacar que o Governo do estado de Mato Grosso está ativamente buscando resolver esse problema, mesmo diante das limitações e desafios enfrentados”, disse ao Alô Chapada, a secretária-adjunta de obras da Sinfra, Nívea Calzolari.

A população que estava presente na audiência, exigiu a conclusão imediata dos trabalhos de contenção e a consequente abertura da pista. O pedido foi endossado pelo promotor de Justiça de Chapada, Leandro Volochko, que afirmou que todas as vezes que passa pela obra no Portão do Inferno “Não vê absolutamente nada acontecendo”, ele requereu ainda que o doutor em Geologia, o professor Caiubi Kuhn, elabore um laudo sobre a situação geológica no local e o entregue a Sinfra.
Caiubi defendeu a abertura das duas pistas na MT-251, devido a impossibilidade de resolução do problema de forma rápida. O geólogo, que é Chapadense, afirmou que até o momento não viu nenhuma apresentação técnica que justifique a medida extremamente drástica. Conhecedor da região, o professor afirmou que o risco geológico enfrentado é bem menor do que a certeza da falência econômica e social de Chapada dos Guimarães.

O deputado Wilson Santos, que requereu a audiência, chegou a citar a decepção da população ao saber que não seria anunciada nenhuma medida de flexibilização. “A população ficou informada, né? Segundo, é de que na semana que vem o governador deve anunciar a obra definitiva, a sociedade cobrou que essa obra seja feita da forma mais breve possível e com segurança e com qualidade. Também, até segunda-feira, deve sair a solução para as vans estudantis. Outra cobrança forte foi em relação à comunicação, melhorar a comunicação, a informação, valorizar os veículos de comunicação aqui de Chapada, que estão dialogando permanentemente, que conhecem o drama dos cidadãos. E a quarta questão que foi, que nós faremos novamente, no mês de abril, uma outra audiência pública para manter permanentemente a população de Chapada bem informada”, resumiu o parlamentar.

O engenheiro civil Wilson Conciani, consultor técnico contratado para conduzir os estudos que embasarão as soluções do governo para o tráfego na região do Portão do Inferno, participou do encontro.  Em sua apresentação, Conciani explicou aos moradores que as quedas de barreiras rochosas são naturais no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, em virtude dos efeitos do tempo sobre a natureza. No entanto, a aceleração desses movimentos é preocupante.

O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (MDB), destacou a importância da audiência e dos assuntos debatidos nela. Ele está confiante nas definições que virão do governo nos próximos dias. “O governador Mauro Mendes falou que, definida a solução técnica, destinará recursos para a obra, com finalização prevista em 120 dias”, disse o prefeito.

Desde o mês de dezembro, veículos com mais de 3,5 toneladas estão proibidos de ir além do Terminal Turístico da Salgadeira ou da rotatória para Água Fria. Os veículos pesados devem utilizar a MT-140 para acessar Chapada dos Guimarães. A medida, segundo o governo do Estado, visa reduzir os impactos do trânsito na região do Portão do Inferno e, assim, evitar novos deslizamentos de terra.

 

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