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Chapada dos Guimarães, Segunda-feira, 08 de Agosto de 2022
Alô Chapada
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A ineficiência do estado diante das iniciativas em criar comunidades alternativas

Alô Chapada - A ineficiência do estado diante das iniciativas em criar comunidades alternativas

Desde o século passado as pessoas têm buscado novas alternativas para fugir das cidades para se afastar da pobreza e da exploração de uns sobre outros. Um exemplo bem evidente dessa fuga foi a Guerra de Canudos, que Euclides da Cunha muito bem retratou em sua obra “Os Sertões”.

Segundo a história, o confronto entre uma comunidade separatista denominada Vila de Canudos, e o exército brasileiro aconteceu entre os dias de 7 de novembro de 1896 a 5 outubro de 1897.

Desde então, a hegemonia do Estado vem dificultando as livres iniciativas para se criar comunidades alternativas onde os cidadãos possam se afastar dos “benefícios” oferecidos pelo estado nas cidades. Benefícios esses que, às vezes, se tornam impossíveis de serem usufruídos pelos cidadãos pelos altos custos de cobranças que apresentam, como taxas de energia, água, esgotos, asfaltos etc.

Hoje, fala-se sobre a necessidade da criação de agrovilas ou ecovilas onde as pessoas possam viver e produzir seus alimentos sem estar muito dependente das regalias oferecidas pelas cidades, as quais por muitas vezes, se tornam de alto custo, impossíveis de serem pagas por trabalhadores, principalmente pelos que vivem em situação de vulnerabilidade.

Apesar de se saber da necessidade da criação de agrovilas e ecovilas, um empreendimento desses não é fácil de se realizar. Vamos começar pelo tamanho do espaço de terra rural que pode ser dividido segundo Lei Federal, que é de no mínimo 2 hectares. Aí se pergunta: qual é o pobre assalariado que tem recursos suficientes para adquirir 2 hectares de terra rural?

As comunidades que surgem na maioria das vezes se tornam empreendimento considerados ilegais, os quais não tem como prosperar, apesar de ser uma iniciativa que poderia livrar as pessoas de baixa renda da fome, da pobreza e da exploração da mão de obra em serviços informais nas cidades, os quais geram a exploração desenfreada dos mais ricos sobre os mais pobres.

O pior que essa iniciativa só é severamente punida quando é ocasionada pela comunidade de baixa renda, mas é extremamente louvada quando é realizada por multinacionais para plantar soja ou seringais.

No Estado de Mato Grosso temos dois exemplos do que foi citado no parágrafo anterior, onde perdemos quase todo o Cerrado  Mato Grossense para o soja, e algumas matas virgens para os seringais. Não é fácil entender a lógica do Estado. A não ser que se parta para a análise de obras ficcionais como do filme “O dia em que a terra parou”, na cena em que o Extraterrestre fala para a bióloga: “A sobrevivência dos humanos não importa, o importante é a sobrevivência da Terra”.

Estaria certo o homem Extraterrestre?

 

Ana Angélica Pereira da Costa é professora aposentada na área de Letras e advogada na área de Direito Civil em Cuiabá. 

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