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MISTÉRIO NOS CÉUS

Ufólogo de MT defende que Exército libere arquivos sobre OVNIs.

Audiência no Congresso Americano abordando o tema inflamou a comunidade ufóloga brasileira

Da Redação

Uma audiência no Congresso dos Estados Unidos para investigar o fenômeno dos OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), em julho deste ano, inflamou a comunidade de entusiastas da Ufologia no Brasil, que agora deve pressionar o Governo Federal a compartilhar registros oficiais de casos ocorridos no País.

Em Washington, três ex-oficiais da forças de defesa americanas afirmaram que o Governo local mantém OVNIs de origem alienígena ou desconhecida e guarda materiais biológicos não humanos.

Ao MidiaNews, o presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (Ampup), Ataíde Ferreira da Silva Neto, disse que os ufólogos buscam ter acesso a registros sobre dois acontecimentos famosos no Brasil: a Operação Prato e o caso Varginha.

Ampup

ufo

Placa colada na parede da sede da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas

“Nós estamos avaliando, pesquisando, acompanhando. Mas isso tem um reflexo muito significativo, incluindo no Brasil, porque a partir do momento que uma nação coloca isso em prática, estimula as outras nações a fazerem”, disse.

“Nós vamos bater em cima para que também liberem a realidade desse fenômeno no Brasil. Entre esses documentos, nós temos a Operação Prato, na década de 70, que nós sabemos que o Exército brasileiro, no comando do militar Uyrangê de Hollanda Lima, foi em grande escala de contingente para Colares, no Pará”.

“Nessa região, inúmeros discos voadores sobrevoaram o céu brasileiro, e começou a, vamos dizer assim, ter interação com o povoado. Grande parte da população fugiu com medo, e o Exército teve que intervir”.

Segundo Ataíde, a Força Aérea Brasileira ficou no Município, sob comando do capitão Hollanda Lima, até 1979, quando foi substituído. Vinte anos após o caso, o militar revelou ao jornalista e ufólogo Ademar José Gevaerd que houve extenso registro dos avistamentos de OVNIs na operação.

“Sabemos que o Exército brasileiro acompanhou até o ano de 82, mais ou menos, e esses documentos existem e estão guardados pelo Exército, que até hoje não foram liberados. São horas e horas de filmagem”.

Cerca de dois meses após as revelações, o ex-capitão da FAB foi encontrado morto em sua casa, após cometer suicídio.

Já o outro caso aconteceu em janeiro de 1996, em Varginha, Município localizado no Sul de Minas Gerais, e teve grande repercussão nacional e até internacional após serem exibidos relatos de testemunhas do contato com os seres extraterrestres no programa Fantástico, da TV Globo.

“Nós temos vigorosos vestígios da realidade de que aconteceu algo lá, e estamos batendo de frente com o Exército brasileiro, dizendo que estão escondendo e mentindo ao dizer que nada aconteceu”.

Conforme noticiado na época, três seres foram vistos por alguns moradores da cidade, e teriam sido capturados por militares brasileiros. Apesar dos relatos, e da proporção que o caso tomou, as instituições negam qualquer acontecimento na região.

“Você afirmar que os nossas Forças Armadas mentiram e que sabem sim o que aconteceu lá é de um impacto muito grande. São documentações que a gente tenta revelar”.

Ataíde contou que, em 2009, após uma campanha por liberdade de informação, integrantes do Congresso Brasileiro de Ufologia (CBU) e importantes pesquisadores da área foram convocados para participar de uma reunião em Brasília com o Exército, Marinha e Aeronáutica.

Após isso, os ufologistas conseguiram abrir acesso a mais de 4.500 documentos produzidos pela Força Aérea sobre fenômenos envolvendo objetos voadores não identificados.

“Nunca isso aconteceu em lugar nenhum a não ser no Brasil. Foram liberadas mais de 4.500 páginas oficiais dizendo que a Força Aérea Brasileira pesquisou discos voadores. E ainda sou mais categórico em dizer que pesquisaram, pesquisam e continuam a pesquisar OVNIs”.

“Não é aleatória essa afirmação. Eu estou dizendo porque esses documentos estão na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e são abertos ao público. Mas nós temos ainda documentos do Exército e da Marinha, em que a CBU está batendo em cima para que outros documentos venham à tona”.

Casos em Mato Grosso

Segundo Ataíde, entre os documentos da FAB compartilhados com os ufólogos, foram encontrados alguns acontecimentos em Mato Grosso, mas ele não especificou quais. Entre os casos mais conhecidos no Estado, o pesquisador citou o avistamento de OVNIs por Augusto Leverger, o Barão de Melgaço, e o aparecimento de um menino de 11 anos, em Rondonópolis, após ser supostamente abduzido em Goiás.

"Mato Grosso é um rico acervo em acontecimentos ufológicos. Tanto é que o primeiro registro de objeto voador não identificado foi visto aqui em Cuiabá por ninguém mais, ninguém menos que o famoso Barão de Melgaço, e saiu na imprensa do Brasil todo no dia 26 de novembro de 1846, no jornal Gazeta Oficial Império do Brasil", contou.

"[O Barão de Melgaço] estava numa canhoneira, uma embarcação, no rio Cuiabá, indo para o Paraguai. Ele olha para cima, vê um objeto incandescente que paira sobre ele e depois se dividem em três, cada qual indo para uma direção fazendo movimentos aleatórios, não explicados", relata.

"Em 1978, houve a primeira abdução de crianças. Duas foram levadas de Goiás por um OVNI, e uma delas apareceu em Rondonópolis, numa noite que deu um blackout total na cidade. O menino de 11 anos apareceu, e o primo dele, de 7 anos, não. São casos e casos que estão no repertório da nossa história, especialmente em Mato Grosso".

Ufoturismo

Algumas cidades em Mato Grosso têm tido sucesso em transformar a fama desses acontecimentos em fomento ao turismo local. Municípios como Barra do Garças e Chapada dos Guimarães são conhecidos por haver relatos de avistamentos e até mesmo contato com seres desconhecidos e OVNIs.

Em Chapada, Ataíde contou que a caverna Aroe Jari (Abrigo das Almas, em Bororo) pode estar entre as narrativas mais antigas sobre objetos voadores não identificados, e que se transformou no folclore do Boitatá.

"A Aroe Jari tem tudo a ver com ufologia. Aconteceu o seguinte: a região de Chapada é dominada pelos bororos e eles viam uma luz que rondava a mata. Quando o Brasil foi descoberto em 1500, os índios tupi-guarani já contavam dessas bolas de fogo", disse.

 

Angélica Callejas | MidiaNews

ufo

Cópia do impresso que noticiou o aparecimento da criança após abdução

"Em julho de 1560, o Padre Anchieta mandou uma carta ao rei de Portugal falando do que ele viu juntamente com os índios. Ele perguntou como chamavam, e eles responderam 'mba'e e tatá', do tupi guarani, que significa 'a cobra de fogo, a cobra iluminada, o fogo que corre'. Depois foi aportuguesado para Boitatá".

"Os bororos viam essas bolas de fogo correrem pela mata e, para eles, aquela luminosidade só podia ser alma ou espírito. Eles a seguiam e essa luz entrava numa caverna e ali era a morada dos espíritos".

"Então eles passaram a colocar os entes queridos, especialmente os homens. Eles colocavam na urna mortuária e deixavam dentro da caverna, porque era a morada das almas".

Já Barra do Garças tem uma das áreas mais famosas do cenário ufológico: a Serra do Roncador. A cidade abraça a causa com tanto entusiasmo que é a única do mundo onde foi construído um "discoporto".

Além disso, na história, a Serra é citada como um dos possíveis locais onde a expedição britânica liderada pelo coronel Percy Fawcett desapareceu em 1925, quando procurava por uma civilização perdida.

A cidade também recebe congressos de ufologia, que desde 2022 tem sido organizado por Ataíde. Neste ano, o evento ocorreu de 23 a 25 de junho, e reuniu centenas de pesquisadores e entusiastas.

"É uma região famosa no mundo inteiro. Tem um monte de coisas lá. Então eles fazem um marketing em cima disso. Lá tem muita história, muitos relatos, muitos acontecimentos. E aí, com um pouco da imaginação, outro pouco da realidade, se transforma num encanto atrativo e cria a cena do turismo".

* Com informação MídiaNews

 

 

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